Quantos me vêem?

domingo, 3 de junho de 2012

Parabéns! A Vida Corre-Te Bem.



Este mês foi-me difícil escrever algo no blog.
A data é real. Comecei com um leve esboço que eliminei, e apenas hoje, dia 30, publico um texto final.
Aqui tento desabafar uma leve reflexão sobre a minha falta de inspiração e quase desmotivação para escrever.
Não me sinto obrigada, mas contudo quero agradecer a um amigo por uma conversa onde tudo isto veio ao de cima, e sem me ter apercebido na altura, a sua explicação era porque a vida "corria-me bem."
E não estava totalmente enganado.
De facto, a vida parece-me correr bem. Á excepção de uma ou duas lacunas, estou a nadar num mar de rosas.
Era quase por isso que me foi difícil escrever. Não tinha problemas.
Sem drama para escrever, onde e como iria eu criar um outro texto?


E, com a conversa que tive com o meu amigo, pensei "é mesmo necessário um drama para um texto?"



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ensaio (ou Verborreia) Textual


Escrevi este pequeno ensaio há algum tempo, e achei bom trazer um tesourinho esquecido à memória.
Dizem que a obra de arte é sempre melhor apreciada se vista de longe. Distância e tempo.

Alguém soprara o teu nome, e nesse segundo fiquei petrificada.
Sabes bem o efeito que o teu nome tem em mim.

Vi uma mulher com um rosto misericordioso.
Tal Maria com sua dor de ver Cristo seu filho crucificado.
Na verdade ela estava meditando. Mas sua meditação a pôs num modo piedoso.
Que pena...

Saí da sala e meti os headphones.
Saí cabisbaixa, mas a música transformou-me: ergui a cabeça e apeteceu-me fazer um gesto de vitória.
Yes!

Apetece-me verborrear, e ver se resulta em algum texto digno de ser exibido.
Para tal meto-me a ouvir músicas antigas.
Muito antigas.
Pronto, não tão antigas como isso.
(We all live in a yellow submarine, reconhecem?)

Sinto-me tão bem só. E eu que apelava à companhia e ao fim da solidão.
Afastei-me do que já me irritava e incomodava, sem raramente magoar.
E sinto-me estranhamente bem...

Algo me diz que tenho de aprender a pedir desculpa em vez de ir pelos rodeios.
Começo agora. Desculpem por rodear.
Aparentemente a minha forma favorita é a redonda...

Há uma estranha e triste sensação quando se acaba de ler um bom livro. É como perder o nosso melhor e precioso amigo.
Sinto o mesmo com as curtas-metragens.
E, por mais aborrecido que digam que é, adoro repetir o que outrora adorei.
Aplica-se a ambos.

Acabei de ver "Tempos Modernos" de Charlie Chaplin.
No fim amei tanto o filme que sozinha, em casa, me levantei e aplaudi de pé a um elenco brilhante que já não existia. Pena minha.
Mas foram aplausos merecidos. E que se repetem por gerações. Espero eu.

Tic.
Tac.
Tic.
Tac.
Klank, Pong. Tum.
Já disse que os relógios são irritantes assim?
E sim, destruí aquele.