Quantos me vêem?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Minha Rua Chama-se Saudade

Estou abraçada ao que não devo. Mas estou.
Só para acreditar que regressou, e para lhe dizer um último adeus.
Nem mesmo o meu olhar piedoso descansa nas nuvens.
O dele repousa nos meus, e murmura um elogio "tens uns belos olhos".

Os teus juramentos vêm tarde.
Oxalá pudesse aceitá-los. Matar estas saudades que tive de ti e que não foram poucas.
Em quase todo o drama há um "mas".
E este "mas" foi eu ter seguido.
Adeus tristeza, até depois, disse.
E tu, meu parvo, vieste em má altura, clamando por mim e pelo que julgas teu.
Mas eu e aquilo que julgas teu não mais é teu.

Meses.
A caminhar pelas ruas.
Saudade, Tristeza, Coragem, Alegria.
A saudade mata, e tu usaste essa fatal arma.
"Perdão, meu bem" me disseste.
"Não" te respondi.

Adeus.

domingo, 22 de julho de 2012

Seremos o Mundo de Alguém

Adoro quando dizem "és o meu mundo".
Subitamente, o mundo dessa pessoa resume-se ao mundo de uma outra pessoa, que o preenche.
Cuida-se de um mundo alheio, tal como se ele fosse nosso.
Junta-se Marte a Vénus e vice-versa.


E isto acontece apenas quando se ama?
Bom, é mais frequente. (cliché)
Mas acontece o mesmo com a família e amigos.
Como intitulei, seremos o mundo de alguém, e isto soa-me a algo quase inevitável.


Eu sou o mundo de alguém.
Não pedi, mas aconteceu.
Arrependida? Não.
Desiludida? Não.
Sou, e gosto disso.


Há quem seja o meu mundo. E escrevo a quem o seja.