Quantos me vêem?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Corações ao Alto!

Não voltarei com rodeios.
Sempre tive o terrível medo de escrever logo o que sentia, pois receava a opinião dos outros.
Agora vou escrever como nunca o fiz, não apagando sequer uma única palavra que saia do meu ser.


"Corações ao Alto!", digo-o no meu título. Pois quero-os bem ao alto, tal como creio que tenha posto o meu.
Não sei porque assim o quero, mas hoje pareceu-me bem fazê-lo. Deixá-lo bem no topo, como se fosse a coisa mais importante para nós.
Se pudesse gritaria esta exclamação. Que se libertassem do fardo exterior com que muitos se protegem hoje em dia de modo a serem quem realmente são, sem futilidades ou algo de outra espécie que denote/conote falsidade.
Dói-me ver alguém assim. Dói-me ser abatida pelas defesas dos fardos deles.
Enfim, acabo por cair na parva pergunta de "porque é que não somos todos verdadeiros uns com os outros?", sabendo que sei a resposta, mas não a quero aceitar.
Terei de me confortar num mundo onde somos todos falsos, com máscaras eternas, e sem corações, nem mesmo ao alto?
Outra pergunta ao qual sei a resposta: sim. É a verdade nua e crua.
Mas, creio, eu faço um esforço para não me esconder. Sou quem sou, e é com orgulho que o digo.
É também com orgulho que meto o meu coração ao alto.
Leve ele as traulitadas, as trovoadas, o frio, as cicatrizes, as lágrimas que á custa disso derramarei, deixá-lo-ei bem no alto, para que todos o vejam.

"Corações ao Alto!", meus amigos.

E sejam felizes.

domingo, 6 de novembro de 2011

Onde o Casulo se Abre e os Olhos Não Despertam

Não sei escrever bons textos, portanto não irei com rodeios.

Não me sinto bem.
Não me sinto sequer.
Estou numa espécie de meio-termo...onde não me apercebo de quem sou.
Sim, aposto que é uma daquelas fases estúpidas e anormalmente normais dos adolescentes.
E publicar isto num blog pode ser...digamos, parvo. Ou aborrecido para quem me lê.
Mas não vou apagar este texto.
Comecei esta parvoíce, vou acabá-la.
Continuando.
Como já disse, estou numa fase.
Não sei como a descrever...mas creio que o meu titulo resuma tudo.

Ultimamente não sei quem sou.
Por fora, mudei de visual.
Por dentro, as minhas atitudes não são o que eram, tenho um semblante de morta-viva, perdi alguns gostos que antes me animavam, olho as coisas com certa indiferença...
Olho para o espelho e não me vejo a mim, mas sim outra criatura qualquer.
O que se passa comigo, pergunto eu?

Há uns dias atrás, vinha eu da escola, e estava a chover. Não tinha guarda-chuva. Caminhei até casa, e cheguei encharcada.
Não me importei sequer se ficaria com frio ou constipada (algo impossível porque nunca tive nenhuma), apenas andei até casa como se não estivesse a chover.
Não me importei comigo.
Não quis saber de mim.
E foi aí onde me perguntei se existia em mim alguma auto-estima.


Este texto não está acabado, e duvido que alguma vez o estará.