Quantos me vêem?

terça-feira, 19 de março de 2013

Adrenalina




O pano cai, o medo vem
O corpo treme e sente o chão
Por tanto quereres o que não tens
A voz é surda atrás da mão.

O corpo treme.
Sucessivas convulsões, não páram, nem eu as quero parar agora.
A adrenalina sobre, e eu já não sou eu; sou algo cheio de vivacidade.

Neste êxtase, sabes o quanto procurei o teu rosto na multidão?
Sabes o quão ousei querer ser mar tão claro como o dos teus olhos?

Tão rápido sonhei como tão rápido acordei.
A queda já não dói. Habituei-me a ela, tornei-me nela.

É por isso que quando encontrei o teu rosto na multidão

e me tornei no mar dos teus olhos

já nada era, nada via, nada sentia sequer.

As convulsões pararam.
Voltei a ser eu.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Amor e Ódio Andam De Mãos Dadas


"Meu Anjo"
Diz-me se ainda existe algo puro em mim
Que tudo isto é melhor que uma ilusão
Que os nossos dias foram mais que um sonho
E se isso ainda te diverte.


Este é o meu Mundo.
E no meu mundo, como em muitos outros mundos, há memórias.
Pequenos filmes; ora guardamos, ora os tentamos eliminar.
Há filmes que, apesar do tempo, são constantemente vistos.
Eu sou a única espectadora da minha memória. E sou a única vítima das emoções por ele causadas.
E há uma que me faz isso.
Odeio-a tanto... e é por isso que a amo.


Tu.
Sim, tu.
Aqui entre nós, explica-me: porque é que parece que te odeio tanto?
E, no entanto, te tenho empatia?
Aponto-te defeitos quando aqui estás (e no entanto dizem que o amor é ver as qualidades...)
Pois só quando estás longe é que te amo.
Porquê?


Sei de muitas raparigas que matavam para ter um rapaz que amasse tão bem como tu.